Lula é reeleito nas urnas: Em disputa acirrada, Luiz Inácio Lula da Silva é reeleito presidente do Brasil






BRASÍLIA – Em uma das votações mais polarizadas da história recente do país, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República neste domingo, 25 de outubro de 2026. Com a totalização das urnas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE),
 o atual mandatário consolidou a vitória no segundo turno, superando o candidato do Partido Liberal (PL).
O resultado confirma as projeções de uma disputa voto a voto, que dividiu o eleitorado nacional ao longo de toda a campanha.

O candidato eleito para a presidência da República no segundo turno das eleições de 2026 tomará posse em 5 de janeiro de 2027. Essa cerimônia simboliza o início do novo mandato presidencial.
Uma mudança aprovada em 2021 alterou a data da posse, que anteriormente ocorria em 1º de janeiro. Essa nova regra será aplicada pela primeira vez em 2027.

O dia da votação e os desafios logísticos
O domingo de eleição foi marcado por intensa mobilização de eleitores de norte a sul do país. Apesar do clima geral de tranquilidade nas seções eleitorais, o pleito registrou incidentes pontuais relacionados à infraestrutura urbana e ao transporte público.
Em estados como a Bahia, a Justiça Eleitoral precisou intervir após denúncias de redução de frotas de ônibus. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) emitiu determinações expressas para que municípios como Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas garantissem a normalidade do transporte público e cumprissem a gratuidade da tarifa decretada para o dia da eleição, assegurando o direito de voto aos cidadãos.
Repercussão global
A definição do cenário político na maior economia da América Latina atraiu os olhos da comunidade internacional. Washington e as principais capitais europeias acompanharam de perto a apuração. A imprensa estrangeira destacou a resiliência do sistema eletrônico de votação brasileiro e o impacto do resultado nas políticas globais de meio ambiente, comércio e relações diplomáticas.

Próximos passos
Em seu discurso de vitória, o presidente reeleito destacou a necessidade de pacificação nacional e o compromisso com o crescimento econômico sustentável e a redução das desigualdades sociais. A partir de amanhã, o governo reeleito deve abrir diálogo com o Congresso Nacional para alinhar as prioridades orçamentárias e as reformas planejadas para o período de transição que antecede a posse.

CONTAGEM DOS VOTOS 


César Tralli e Renata Lo Prete conduziram a cobertura ao vivo da apuração do segundo turno das Eleições 2026 em uma edição especial do Fantástico, na TV Globo. A transmissão acompanhou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, que alcançou um inédito quarto mandato presidencial em uma disputa marcada por reviravoltas. 



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Flávio Bolsonaro rejeita resultado das urnas e anunciou que pedirá anulação do segundo turno


O candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL), declarou que não reconhece o resultado do segundo turno das Eleições 2026. Em pronunciamento oficial realizado na noite de domingo (25 de outubro de 2026), em Brasília, o parlamentar afirmou ser "impossível aceitar" a apuração e adiantou que o corpo jurídico de sua coligação acionará a Justiça Eleitoral para pedir a anulação do pleito.
A manifestação ocorreu logo após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializar a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que obteve 51,79% dos votos válidos contra 48,21% obtidos pelo senador. A diferença final superou a marca de 4,4 milhões de votos.

O foco da contestação jurídica

O principal argumento apresentado por Flávio Bolsonaro para embasar o pedido de anulação foi a decisão liminar do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Atendendo a um pedido da campanha petista motivado por atrasos no transporte público, Zanin estendeu o horário de votação por duas horas (até as 19h) em seções eleitorais de todo o país.
Para o candidato do PL, a medida configurou uma "mudança nas regras do jogo no meio do jogo" e provocou uma quebra de isonomia entre os estados. "O ministro Zanin atropelou a Justiça especializada prorrogando as eleições por duas horas. Houve uma quebra total de isonomia entre brasileiros de diversos estados", criticou o senador durante a coletiva.
Apesar das críticas públicas à decisão da Suprema Corte, os bastidores jurídicos apontam que a própria campanha de Flávio Bolsonaro também havia protocolado pedidos semelhantes ao longo do domingo. A equipe do PL havia solicitado formalmente ao TSE a prorrogação do horário de votação em municípios de estados como São Paulo, Paraná e Santa Catarina, sob a justificativa de problemas de locomoção causados pelas fortes chuvas na região Sul e Sudeste.








TSE garante a lisura do pleito




A despeito das declarações do candidato do PL, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, realizou pronunciamento oficial chancelando e diplomando o resultado. O magistrado referendou publicamente a legalidade da prorrogação do horário de votação e parabenizou o presidente eleito pela expressiva vitória nas urnas.





Nunes Marques assegurou que todos os votos foram totalizados dentro das mais rígidas normas de segurança cibernética e auditoria, reforçando o papel constitucional da Justiça Eleitoral como autoridade exclusiva e soberana para gerir e validar o processo democrático nacional.



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MUDANÇAS ACONTECEM 

POR Natália Reis 
Boa Vista, 26 de outubro de 2026.
Publicação Atualizada 08:03h.





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